Leia as propostas aprovadas no VI Congresso do Sindpefaetec

Durante 2 dias, delegados e observadores debateram e deliberaram sobre as propostas apresentadas nas teses ao VI Congresso do Sindpefaetec, que ocorreu no Teatro do Iserj, nos dias 6 e 7 de outubro de 2011.

No primeiro dia, tivemos a saudação das entidades sindicais presentes, seguida da apresentação de um vídeo comemorativo dos 10 anos do Sindpefaetec. Logo após, o palestrante convidado, Vito Giannoti, realizou uma palestra sobre o tema da comunicação como instrumento de mobilização. Depois do debate com o palestrante, foi eleita a mesa diretora do Congresso e houve a votação do regimento. Após o almoço, os delegados e observadores foram divididos em 4 grupos, que passaram a analisar e votar as propostas contidas nas teses. Ao final, os relatórios dos grupos foram sistematizados para a plenária final, na manhã do dia seguinte.

No segundo dia (7/10), a plenária final debateu e deliberou sobre as propostas aprovadas  em alguns grupos, já que as que tinham sido aprovadas ou rejeitadas nos 4 grupos não foram para a plenária final, conforme regimento do Congresso. Com o encerramento da plenária final, iniciou-se uma pequena festa comemorativa dos 10 anos do Sindpefaetec.

Leia abaixo as propostas aprovadas na Plenária Final:

Propostas aprovadas no VI Congresso do Sindpefaetec – Teatro do Iserj – 6 e 7 de outubro de 2011.

  • Ajuda de custo para transporte para todos os representantes de unidades (conselheiros) para participarem das reuniões do Conselho Deliberativo;
  • Apresentação de balanço contábil do Sindpefaetec de 3 em 3 meses;
  • Plebiscito a ser realizado, junto com as eleições para a diretoria do Sindpefaetec (novembro de 2012), com o objetivo de definir se o sindicato irá defender os funcionários contratados ou não;
  • Manutenção da majoritariedade, da paridade e do mandato de 3 anos para a diretoria do sindicato;
  • Alterações na estrutura das secretarias: desmembramento da secretaria de administração e finanças, extinção da atual secretaria do ensino superior, transformação da secretaria de formação, assuntos educacionais e culturais em secretaria do quadro do magistério, substituição da coordenação do interior por secretaria do interior, a secretaria de imprensa e divulgação social passa a se chamar secretaria de imprensa, cultura e formação;
  • Alteração do número de diretores titulares para 25, aumentando a secretaria do interior para 5 diretores;
  • Realização da eleição para diretoria até o último dia do mês de novembro;
  • A posse da diretoria colegiada e do conselho fiscal deverá ocorrer na primeira quinzena de janeiro após as eleições;
  • Manutenção da filiação do Sindpefaetec à CSP-Conlutas.

Plano de Lutas:

  • Equiparação da carga horária, da contagem de tempo de serviço e aposentadoria da equipe técnico-pedagógica com os professores;
  • Definição do quantitativo de profissionais técnico-pedagógicos por turma/alunos em cada unidade escolar;
  • Redução da carga horária dos servidores administrativos para 30h semanais;
  • Luta pela chamada dos concursados do último concurso público para além do número de vagas;
  • Luta por uma data-base para os servidores estaduais em todo 1º de maio;
  • Permanência do Ensino Fundamental na rede Faetec;
  • Publicizar e implementar os recursos do FUNDEB;
  • Defesa pelo fim do teto para o vale-transporte;
  • Eleições diretas para todos os segmentos na Faetec, inclusive para a Presidência da Faetec;
  • Mobilização para aprovação da proposta da comissão de revisão do plano de cargos e salários;
  • Licença integral para estudos e concessão de licença prêmio quando solicitada;
  • Pagamento dos descontos das greves de 2003 e 2006 e abono funcional;
  • Revisão para democratização do regimento interno da Faetec;
  • Expansão das escolas técnicas;
  • Liberação do ato de investidura dos concursados de 2002;
  • 10% do PIB para educação pública;
  • Combate ao PRONATEC;
  • Isonomia salarial entre Inspetores I e II;
  • Aquisição pelo sindicato de um transporte próprio e de uma sede definitiva.

Assista ao vídeo comemorativo dos 10 anos do Sindpefaetec

Na abertura do VI Congresso do Sindpefaetec, no dia 6 de outubro, no Teatro do Iserj, exibimos um vídeo comemorativo dos 10 anos da nossa entidade sindical, com depoimentos de vários servidores que participaram (e participam) da construção do Sindpefaetec e, ao final, uma singela homenagem ao companheiro Flávio, que nos deixou este ano, mas que continuará sempre presente com exemplo de luta da classe trabalhadora.

Se você não viu ou quer rever, clique no link a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=FEmImSXmMe4&feature=player_embedded

Dias 6 e 7/10 – VI Congresso do Sindpefaetec, no Iserj

Nos dias 6 e 7/10, acontecerá no Teatro do Iserj, o VI Congresso do Sindpefaetec. Delegados e observadores debaterão teses sobre diversos temas, tais como estrutura do sindicato, plano de lutas, entre outros. A participação é fundamental para que possamos preparar nosso instrumento de luta para a defesa dos direitos dos trabalhadores da Faetec nos enfrentamentos que virão.

Para assitir a transmissão ao vivo da abertura do Congresso, acesse o ícone que se encontra na parte de baixo, do lado direito do site (logo abaixo do blog Pela Saúde e do blog Viva Iaserj).

Para conferir a Programação do Congresso, clique aqui para ver o folder.

Para acessar o Cartaz do Congresso, clique aqui.

Veja a programação da I Jornada de Humanidades na ETE Ferreira Viana

Nos dias 1º, 3 e 4 de outubro, ocorrerá a I Jornada de Humanidades: Diálogos Possíveis, na Escola Técnica Estadual Ferreira Viana, com mesas sobre cotas, alimentação e meio-ambiente, diversidade e preconceito e favela. Uma ótima oportunidade para estudantes e servidores debaterem sobre temas atuais e relevantes. Confira o folder com a programação completa clicando aqui.

Leia a palestra da diretora do Sindpefaetec, Alessandra Abelha

Leia abaixo a palestra da diretora do Sindpefaetec, Alessandra Abelha, proferida no dia 26/9, na ETE Visconde de Mauá.

 

A trajetória da Mulher: lutas e conquistas

Alessandra Abelha

A presença da mulher em movimentos sindicais se deu em 1937, quando a bancária Gysmunda Pezzi, assumiu por pouco tempo a presidência do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Muitas mulheres lutaram contra as péssimas condições de trabalho, de desigualdades sociais e econômicas e marcaram a trajetória do nosso país em prol de muitos direitos, como, por exemplo, o direito ao voto. No Brasil, o direito ao voto feminino foi marcado por lutas, avanços e retrocessos. Em 1891, Saldanha Marinho apresentou uma emenda dada como praticamente aceita. Mas a pressão foi tanta que Epitácio Pessoa, um de seus subscritores, retirou seu apoio dez dias depois de assiná-la.

A primeira experiência eleitoral viria a acontecer em 24 de fevereiro de 1932, ainda assim, apenas para as casadas (com a autorização dos maridos), viúvas e solteiras com renda própria.  As restrições acabaram em 1934, quando as mulheres conquistaram finalmente o direito ao voto, ainda que facultativo (apesar de ser obrigatório para os homens).  Em 1946, com o fim do Estado Novo, o volto feminino foi garantido na Constituição aprovada.

Coube a Celina Guimarães, de Mossoró, Rio Grande do Norte, ser a primeira mulher a se inscrever como eleitora.  Seu Estado de origem esteve na vanguarda dos acontecimentos por ser o primeiro a permitir o voto das mulheres, em 1928. Sua conterrânea, Alzira Soriano, foi eleita prefeita de Lajes, mas não completou o mandato, porque uma comissão do Senado cassou todos os votos femininos, sob a alegação de ausência de uma legislação específica.

Em 03 de maio de 1933, a medica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a ser eleita deputada federal. Só em 1976, teremos a primeira senadora, Eunice Michilles (PDS-AM), que assumiu em substituição ao senador João Bosco de Lima, titular do cargo.

E em 01 de janeiro de 2011, pela primeira vez na história, Dilma Roussef assume a presidência da República no Brasil.

A participação da mulher em sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos ainda é reduzida, porém, recentemente foi introduzida na legislação eleitoral a política de quotas que reserva no mínimo 30% dos cargos eletivos às mulheres. Essa medida, festejada por alguns e criticada por outros, que a consideram discriminatória, vem sendo assumida por alguns sindicatos e centrais sindicais.

Em 1996, pesquisa do IBGE sobre mulheres que trabalham e sua atividade associativa, mostrava que com as mulheres na população economicamente ativa, duplicava-se a taxa de associativismo sindical. Em 2009, mais de 1/3 da população feminina ocupada era associada a sindicato. (PNAD- Pesquisa Nacional de Amostra Domicilar)

Em alguns setores a presença da mulher é predominante. Sua participação no mercado de trabalho se torna maior, segundo as estatísticas, quanto mais elevado o seu grau de instrução. A média de anos de estudo das mulheres equivale à média nacional (exceto para o Nordeste) e na entrada para o mercado de trabalho, dos 18 aos 24 anos, elas estão mais capacitadas para o mercado cada vez mais exigente. (PNAD – 2009)

Com o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, aumentou também o número de reivindicações específicas nas campanhas salariais sindicais como os de proteção a maternidade e paternidade (auxílio creche, licenças e outros benefícios), igualdade de oportunidades e salários, além de políticas contra o assédio moral e sexual.

As mulheres participam e desenvolvem lutas próprias para melhores condições de trabalho e de inserção numa sociedade mais justa e igualitária, conseguindo que os direitos das mulheres pudessem ser reconhecido pela ONU.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), são direitos das mulheres:

  1. Direito à vida.
  2. Direito à liberdade e à segurança pessoal.
  3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
  4. Direito à liberdade de pensamento.
  5. Direito à informação e à educação.
  6. Direito à privacidade.
  7. Direito à saúde e à proteção desta.
  8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família.
  9. Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
  10. Direito aos benefícios do progresso científico.
  11. Direito à liberdade de reunião e participação política
  12. Direito a não ser submetida a torturas e maltrato.

A mulher continua e continuará escrevendo sua história.